Mário Alberto Nobres Lopes Soares nasce em Lisboa no seio de uma família republicana-liberal. Vive com os pais, Elisa Baptista e João Soares, num prédio já destruído da Rua Gomes Freire.
Dá-se a primeira tentativa de revolta do Exército, liderada por militares monárquicos.
Militares do Partido Radical levam a cabo uma tentativa de golpe de Estado. O golpe falha. Humberto Delgado está entre os feridos.
O general Gomes da Costa lidera, em Braga, um pronunciamento militar que viria a colocar um ponto final na I República. Em Lisboa, a revolução é comandada por Mendes Cabeçadas; e em Évora por Óscar Carmona. Ao longo do dia, os generais de outras cidades aderem ao movimento. Só Domingo Peres (Braga) e Sousa Dias (Porto) é que resistem à revolução.
O Presidente da República, Bernardino Machado, recebe a demissão de António Maria da Silva e do 46.º Governo da República. No dia seguinte, Mendes Cabeçadas preside ao 1.º executivo da Ditadura Militar. A 31 de maio, Bernardino Machado demite-se e é Mendes Cabeçadas quem assume o poder. O Congresso e o Senado ficam suspensos.
António de Oliveira Salazar é escolhido para a pasta das Finanças. Nesse dia, Gomes da Costa fica responsável pelo ramo das Colónias e Guerra; e Óscar Carmona assume a pasta dos Negócios Estrangeiros.
João Soares, pai de Mário Soares, é demitido da função de conselheiro do Conselho Superior de Finanças, que ocupava havia seis anos.
Mendes Cabeçadas sai do Governo, após exigências enviadas por carta por Gomes das Costa, que dias mais tarde vai assumir os cargos de Presidente do Ministério e de Presidente da República.
Um ramo militar liderado por Sinel de Cordes e Raúl Esteves afasta Gomes da Costa do Governo, cuja cadeira passa a ser ocupada por Óscar Carmona. Gomes da Costa é preso e enviado primeiro para Cascais e depois para Angra do Heroísmo. É despromovido a marechal. Só regressa a Lisboa em novembro de 1927.
O Ministério do Interior cria a Polícia de Informações, uma precursora da PVDE, que há de dar origem à PIDE.